quarta-feira, 25 de setembro de 2019


Faz uns dias que não passa, um dia sequer, sem que eu pense em você.
Tão pequeno se fazia tão grande, porque grande era o espaço que em meu peito te deitava e te
aninhava.

Faz uns dias que me perco olhando essa foto, onde para mim é tão nítida sua presença. Essa é a única que tenho registrada com esses olhos que carregavam um amor que só crescia.

Um amor que preenchia meu ventre, meus seios, meu humor e meu estômago, mas para além, muito além disso, preenchia minha alma com os mais profundos sentimentos de gratidão. Gratidão pelo presente que a vida tinha me confiado para cuidar e nutrir.

À medida que meus pensamentos, em silêncio e segredo, em você fluíam, o sentimento de querer que fosse visto e reconhecido cresceu também.

Não me importa o tempo que te carreguei, foi tempo suficiente para te amar imensamente e jamais esquecer, na história da minha vida, que cuidei de você até quando pude, até quando meu corpo e o seu foram capazes de suportar.

Se essa intuição era você sussurrando em meus ouvidos, aqui está, meu filho!
Você não cresce mais em meu ventre, é verdade! Mas, como amor de mãe, infinito que é, cresce dia a dia no meu coração, onde não há jamais de sair, até o dia que daqui eu parta e te encontre.



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