Tanto me dei.
De mim tirei.
Reposta não fui.
Esvaziada fiquei.
Doce voz, ressoada de ternura, vem e diz-me que linda sou, declarando adoração pelos olhos meus.
Justo os olhos, nesses dias tão escuros, tão profundos, carregados de melancolia.
Com eles, soavam as notas das águas, no ritmo do balanço da alma às rajadas dos ventos do meu coração intranquilo.
Diante, então, do rio da tristeza, que de tempos em tempos inunda-me, tira-me do eixo, um sinal duro da vida: precioso diamante reluzindo nas águas enturvas da minha alma.
Era você que estava lá, só você, enquanto minhas águas agitadas sob o céu nublado encobriam o brilho do seu farol: luz que tantas vezes aponta-me a direção.
Perto ou distante, incansavelmente aninha meu coração, fazendo-me lembrar que, diante do sofrimento mais profundo, e da incompreensão intrínseca de um ser dotado de sensibilidade em demasia, jamais estarei sozinha.
Novamente, então, alcanço tua mão, e reconhecendo o suporte incondicional que me traz de volta à vida, seguro-a com força e meus dedos entrelaçados.
E renasço.
Jessica Fernandes.
Foz do Iguaçu, 06/09/2019.
De mim tirei.
Reposta não fui.
Esvaziada fiquei.
Doce voz, ressoada de ternura, vem e diz-me que linda sou, declarando adoração pelos olhos meus.
Justo os olhos, nesses dias tão escuros, tão profundos, carregados de melancolia.
Com eles, soavam as notas das águas, no ritmo do balanço da alma às rajadas dos ventos do meu coração intranquilo.
Diante, então, do rio da tristeza, que de tempos em tempos inunda-me, tira-me do eixo, um sinal duro da vida: precioso diamante reluzindo nas águas enturvas da minha alma.
Era você que estava lá, só você, enquanto minhas águas agitadas sob o céu nublado encobriam o brilho do seu farol: luz que tantas vezes aponta-me a direção.
Perto ou distante, incansavelmente aninha meu coração, fazendo-me lembrar que, diante do sofrimento mais profundo, e da incompreensão intrínseca de um ser dotado de sensibilidade em demasia, jamais estarei sozinha.
Novamente, então, alcanço tua mão, e reconhecendo o suporte incondicional que me traz de volta à vida, seguro-a com força e meus dedos entrelaçados.
E renasço.
Jessica Fernandes.
Foz do Iguaçu, 06/09/2019.

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